
A letra-poema Funkaos, de Fernando Caldas opera signos que transitam pelo imaginário da cultura. Certamente que ha uma preocupação aqui nesse poema com a questão da universalidade dos poemas, não é um obstáculo para sua compreensão em cearas mais amplas. Octavio Paz lembra que “a única nota comum a todos os poemas consiste em serem obras, produtos humanos, como os quadros dos pintores e as cadeiras dos carpinteiros.” Advogados, sindicalistas, craques em geral, são evocados na mesma fumaça da desilusão. O autor em Funkaos associa livremente palavras e expressões que se articulam na imaginação do leitor evocando algo panaca, mentiroso e cristão. Ha em tudo isso uma evidente ironia anárquica, categorias absolutamente opostas convivem lado a lado às mercadorias baratas da loja de 1,99. Podemos portanto afirmar que aqui na poesia de Fernando Caldas, “a poesia converte a pedra, a cor, a palavra, e o som em imagens”.
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