
Fora direito,
Fora estado,
Estou cansado,
Estou ilhado,
A minha flor,
A minha vida,
Minha riqueza interior.
Gradativamente, o eu-lírico do poeta mostra-se descrente e revoltado ante a inércia do Governo. As palavras de “ordem” são anárquicas, já que protesta contra o Poder vigente, exigindo a destituição. Pelo fato de o eu-lírico estar perdido, ilhado, ele busca refúgio e riqueza em seu interior.
Sub-estado,
À lei do Cão estou atado,
À provisão,
À previsão,
À prevenção,
À privatização
À estatização,
À televisão,
Supra-direito, Supra-estado.
No primeiro momento, o poeta afirma que tudo está sob a jurisdição do Estado (É de direito, é de estado). Logo em seguida, faz um ataque violento ao insinuar uma anarquia e por fim, faz uso do sufixo -sub, que indicia uma desqualificação, uma inferiorização do Estado, mostrando com isso o seu descontentamento em relação à forma como o país foi e está sendo conduzido.
A Tua voz
Tenho clamado,
Inunda a Terra
Com teu fulgor,
Transforma
Esse martírio em Amor.
Fora estado,
Estou cansado,
Estou ilhado,
A minha flor,
A minha vida,
Minha riqueza interior.
Gradativamente, o eu-lírico do poeta mostra-se descrente e revoltado ante a inércia do Governo. As palavras de “ordem” são anárquicas, já que protesta contra o Poder vigente, exigindo a destituição. Pelo fato de o eu-lírico estar perdido, ilhado, ele busca refúgio e riqueza em seu interior.
Sub-estado,
À lei do Cão estou atado,
À provisão,
À previsão,
À prevenção,
À privatização
À estatização,
À televisão,
Supra-direito, Supra-estado.
No primeiro momento, o poeta afirma que tudo está sob a jurisdição do Estado (É de direito, é de estado). Logo em seguida, faz um ataque violento ao insinuar uma anarquia e por fim, faz uso do sufixo -sub, que indicia uma desqualificação, uma inferiorização do Estado, mostrando com isso o seu descontentamento em relação à forma como o país foi e está sendo conduzido.
A Tua voz
Tenho clamado,
Inunda a Terra
Com teu fulgor,
Transforma
Esse martírio em Amor.
Diante de tantas frustrações, o eu lírico assume uma postura extremamente pessimista. A solução para o país seria a erradicação de praticamente todos os seus habitantes. É a alusão à passagem bíblica que nos indicia essa visão radical do poeta. A utilização do pronome “Tua” remete-nos à idéia de Deus; e o uso do verbo inundar, ao dilúvio. Segundo a bíblia, o dilúvio foi a forma que Deus encontrou para destruir a Terra, uma vez que a maldade do homem havia atingido um alto grau de insatisfação divina. Somente a destruição total poderia provocar uma renovação, que na verdade é o grande apelo do poeta para a sociedade de hoje.
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